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BIOLOGIA GERAL

APOSTILA DE BIOLOGIA

A biologia é uma ciência que busca entender, estudar e encontrar respostas para o comportamento dos seres vivos. Muito já se definiu a biologia como sendo o estudo da VIDA, porém, a biologia não estuda definições complexas como a vida, estuda sim os seres vivos.

Como o estudo dos seres vivos é bastante diversificado, vamos iniciar com o básico, explicando a formação dos seres vivos. Do que são constituídos, como atuam no meio e sua contribuição para a vida no Planeta.

Ao estudarmos os seres vivos, temos que salientar que cada grupo ou cada espécie tem sua importância para a sobrevivência das demais, como por exemplo facilitar a alimentação, os hábitos, as reações e outras características.

Segundo a teoria celular, um ser vivo só pode existir mediante a pré-existência de um antecessor, que por sua vez também necessitou de outro e outro...

Quase todos os seres vivos são constituídos por células e uma célula filha é exatamente igual a outra célula mãe que a originou. As células são resultados de dois tipos de divisões, a mitose e a meiose.

Mitose:é um tipo de divisão que dá origem às células diplóides, ou seja aquelas que mantêm o número de cromossomos iguais (46), ou 23 pares.

Meiose:é um tipo de divisão que inicia-se com a separação dos pares cromossômicos, dividindo ao meio o número em cada célula que se originará dessa divisão.

Constituição celular, as células são constituídas de dois tipos de substâncias químicas. Substâncias orgânicas e substâncias inorgânicas, as substâncias inorgânicas são representadas por água e sais minerais, possuem moléculas pequenas e simples e não contem carbono na formula do composto, as substâncias orgânicas são representadas por carboidratos, gorduras, proteínas, possuem moléculas grande e complexas com o elemento carbono na formula do composto.

Segundo a teoria celular uma célula só pode existir se existir outra pré-existente, assim também poderemos dizer que a célula foi a primeira forma de vida organizada e se divide em dois tiposquanto a presença do núcleo: células procariontes e células eucariontes. As primeiras células a surgirem no planeta foram as procariontes, as quais formaram os primeiros seres vivos, as bactérias. Essas células se caracterizam por não possuírem um núcleo definido. Seu material genético está envolvido pelo citoplasma. As células eucariontes que são células mais evoluídas, já possuem um núcleo definido com o material genético envolvido pelo material nuclear.

DIVISÃO CELULAR


 

 

Introdução:


Em estudos de genética a preocupação básica é o entendimento de como as características são repassadas entre as gerações. De uma forma geral, podemos imaginar vários indivíduos de uma população que se intercruzam formando novos descendentes, que manifestarão fenótipos resultantes da ação e interação dos genes recebidos. 

 

 

O processo de origem de novos indivíduos se inicia pela formação de gametas dos genitores e subsequente união entre os mesmos. Da fecundação forma-se a célula ovo, ou zigoto, que reconstitui o número de cromossomo da espécie. Esta célula inicial se desenvolve gerando o indivíduo adulto, formados por mais de um trilhão de células, a partir da célula original, como no caso da espécie humana. Verifica-se, portanto, que os processos reducionais e conservativos são fundamentais na transmissão das características hereditárias.


Mitose


Conceito

É o processo pelo qual é construído uma cópia exata de cada cromossomo, a informação genética é replicada e distribuída eqüitativamente aos 2 produtos finais. As características básicas da mitose são:
a) Distribuição eqüitativa e conservativa do número de cromossomos.
b) Distribuição eqüitativa e conservativa da informação genética.



Descrição das Fases

A - Intérfase
Na intérfase o núcleo apresenta um contorno nítido pela presença da membrana nuclear. Os cromossomos estão invisíveis devido ao índice de refração ser igual a da cariolinfa (suco nuclear) e a problemas tinturiais. Os cromossomos começam a se diferenciar engrossando-se e tornando-se mais visível. O engrossamento se dá em parte pela espiralização e em parte pelo acúmulo de uma substância protéica denominada matriz (O cromossomo aumenta o diâmetro e diminui o tamanho). Ocorre a divisão longitudinal do cromossomo e replicação semi-conservativa da informação genética (DNA).

B - Prófase
Na prófase os cromossomos tornam-se mais espiralados, encurtando-se, aumentando o diâmetro e individualizando-se. Em preparações fixadas e coradas o cromossomo parece ser sólido e oval ou assemelha-se a um bastão. As cromátides já podem ser observadas no final da prófase. Elas mantêm-se unidas pelo centrômero, o qual se liga às fibras do fuso cromático. A membrana nuclear desaparece e os centríolos migram para os pólos.

C - Metáfase
Há formação da placa equatorial, ou seja os cromossomos se dispõe na posição mediana da célula, possibilitanto a distribuição equitativa da informação genética. Os cromossomos estão bem individualizados e fortemente condensados. Essa fase é adequada para se fazer contagem de cromossomos e verificação dealterações estruturais grosseiras. As linhas do fuso surgem em forma de linhas centrais (ou contínuas) ou de linhas cromossomais.

D- Anáfase
Ocorre a separação das cromátides que se dá inicialmente pelo centrômero e posteriormente ao longo de todo cromossomo. Cada unidade tem seu próprio centrômero. Esta é a fase mais adequada para visualizar a posição do centrômero .

E - Telófase
A membrana nuclear é reconstituída em torno de cada núcleo-filho e os nucléolos reaparecem. A citocinese ocorre.




Meiose


Conceito
A meiose é o processo que se verifica tanto nos órgãos sexuais masculinos quanto femininos. Através da meiose os gametas ficam com o número de cromossomos reduzidos à metade, ao estado denominado haplóide. Quando o gameta de origem materna se une ao gameta de origem paterna o número de cromossomos característico da espécie é restabelecido.

A meiose é um processo divisional, que, a partir de uma célula inicial com 2n cromossomos, leva à formação de células filhas com metade desse número. Também é definida como o processo que envolve duas divisões sucessivas do núcleo, acompanhada de uma só redução no número de cromossomos.

A divisão meiótica compreende 2 fases: a reducional (meiose I) e a equacional (meiose II).

Descrição das Fases


A - Intérfase
Na intérfase o núcleo apresenta-se bem individualizado pela presença da membrana nuclear. Os cromossomos começam a se diferenciar, engrossando-se e tornando-se mais visível. Ocorre a divisão longitudinal do cromossomo e replicação da informação genética, no modelo semi-consevativo.


B - Prófase I
A prófase I é estudada através de seus vários estágios dados a seguir.


B.1 - Leptóteno (filamentos finos)
É a fase inicial da prófase da primeira divisão meiótica. Os cromossomos aparecem unifilamentares (apesar da replicação já ter ocorrido) e as cromátides são invisíveis. A invisibilidade das cromátides permanece até a sub-fase de paquíteno.


B.2. Zigóteno
Durante o estágio de zigóteno cada cromossomo parece atrair o outro para um contato íntimo, à semelhança de um ziper. Este pareamento, denominado sinapse, é altamente específico e ocorre entre todas as seções homólogas dos cromossomos, mesmo se essas seções estão presentes em outros cromossomos não homólogos.

Sabemos que para cada cromossomo contribuído por um pai, existe um que lhe e homólogo, contribuído pelo outro progenitor. São esses os cromossomos que se pareiam.


B.3. Paquíteno
O paquíteno é um estágio de progressivo encurtamento e enrolamento dos cromossomos que ocorre após o pareamento no zigóteno ter sido completado. No paquíteno as duas cromátides irmãs de um cromossomo homólogo estão associados às duas cromátides irmãs de seus homólogos. Esse grupo de 4 cromátides é conhecido como bivalente ou tétrades e uma série de troca de material genético ocorre entre cromátides não irmãs de homólogos (Crossing-over)

O paquíteno é também o estágio em que uma estrutura chamada de complexo sinaptonêmico pode ser observada entre os cromossomos através de microscópios eletrônicos. Ele aparece como faixas de 3 componentes longitudinais organizados em 2 camadas laterais de elementos densos e a central constituída basicamente de proteínas. O complexo permite que os cromossomos estejam em um contato mais íntimo e mais preciso.


B.4. Diplóteno
No estágio de diplóteno cada cromossomo age como se repelisse o pareamento íntimo estabelecido entre os homólogos, especialmente próximo ao centrômero. Talvez isso ocorra devido ao desaparecimento da força de atração existente no paquíteno ou devido a uma nova força de repulsão que se manifesta.

A separação é impedida em algumas regiões, em lugares onde os filamentos se cruzam. Essas regiões ou pontos de intercâmbios genéticos, são conhecidas por quiasmas. Uma tétrade pode apresentar vários quiasmas dando figuras em configuração de V, X, O ou de correntes. Em muitos organismos suas posições e número parecem ser constantes para um particular cromossomo.


B.5. Diacinese
Na diacinese a espiralização e contração dos cromossomos continua até eles se apresentarem como corpúsculos grossos e compactos. Durante a fase final desse estágio ou início da metáfase I, a membrana nuclear dissolve e os bivalentes acoplam-se, através de seus centrômeros, às fibras do fuso cromático. O nucleolo desaparece. O número de quiasma é reduzido devido a terminalização. A terminalização é um processo pelo qual, dado o encurtamento dos filamentos e a força de repulsão existente entre homólogos, os quiasmas vão sendo empurrados para alguns se escaparem por completo.


C - Metáfase I
Nessa fase os bivalentes orientam-se aleatoriamente sobre a placa equatorial. Em geral os cromosssomos estão mais compactos que aqueles da fase correspondente da mitose e permitem uma contagem das unidades que estão presentes na parte mediana da célula.


D - Anáfase I
Nessa fase inicia a movimentação das díades para pólos opostos, mas não há rompimento dos centrômeros. Nesse caso há movimento de cromossomos inteiros para pólos opostos e, consequentemente, essa fase reduz o número de cromossomos a metade.

Essa fase é adequada ao estudo da posição dos centrômeros, pois as cromátides se abrem permanecendo unidas apenas pelos centrômeros e assim apresentando especiais. Nessa fase ainda ocorre algumas quebras de quiasmas que ainda restaram.


E - Telófase I
Como na mitose os dois grupos formados ou aglomerados nos pólos passam por uma série de transformações: A identidade das díades começa a desaparecer, os filamentos tornam-se a desespiralizar (perda de visibilidade). Os núcleos não chegam ao repouso total, pois logo após começa a se preparar para a segunda divisão meiótica. Variando de acordo com o organismo, uma divisão do citoplasma pode ou não se verificar imediatamente após a separação dos dois núcleos.


F - Intercinese
Fase que vai desde o final da primeira divisão até o início da segunda divisão. Essa fase difere da intérfase por não ocorrer a replicação da informação genética, tal como ocorre na intérfase.


G - Prófase II
Essa fase é muito mais simples que a prófase I, pois os cromossomos não passam por profundas modificações na intercinese. Ocorre os seguintes fenômenos: desaparecimento da membrana nuclear; formação do fuso cromático e movimentação das díades para a placa equatorial.


H - Metáfase II
Os cromossomos, agora em número reduzido à metade, alinham-se na placa equatorial da célula.

 emI- Anáfase II
Os centrômeros se dividem permitindo a separação das cromátides irmãs migrarem para pólos opostos. Essas cromátides poderão carregar informação genética diferente caso tenha ocorrido permuta durante a prófase I (paquíteno).


J - Telófase II
- Os cromossomos atingindo os pólos se aglomeram e as novas células são reconstituídas. Após a citocinese forma-se um grupo de 4 células haplóides denominadas de tétrades. Cada célula dessa meiose irá conter um grupo de cromossomos não homólogos.


HISTOLOGIA

Os seres vivos são classificados de acordo com seu revestimento corpóreo em homeotérmicos e pecilotérmicos, os seres pecilotérmicos são chamados de diblasticos, pois possuem apenas dois tecidos de revestimento. Epiderme e derme, esses seres não possuem temperatura corpórea constante, sua temperatura varia de acordo com a temperatura do ambiente (são animais de sangue frio). Já os animais homeotérmicos, animais de temperatura constante são assim chamados pois são triblásticos ou seja possuem três tecidos de revestimento, o terceiro tecido de revestimento dos seres homeotérmicos é a hipoderme(tecido constituído de células adiposas), esse tecido funciona como isolante térmico não deixando a temperatura ambiente ser absorvida pelo corpo e nem a temperatura corpórea ser perdida para o ambiente.

Além dessa característica, os seres homeotérmicos têm outras características que lhes permite manter sua temperatura, como as proteínas do revestimento que são colágeno e elastina; melanina e queratina.

Para a formação dos tecidos principais, os seres possuem tecidos embrionários que por sua vez formaram todos os órgãos do corpo:

EPIDERME tecido principal formado pelo tecido embrionário chamado ECTODERMA, já a derme e a hipoderme são formados pelo tecido embrionário chamado MESODERMA, ainda possuem um terceiro tecido embrionário chamado ENDODERMA.

·          Histologia Animal

Mas o que é tecido?

"Tecido é uma especialização morfológica, físico-químico e fisiológica de células"(GRASSE).

"Tecido é um conjunto de células da mesma natureza, diferenciadas em determinado sentido para poderem realizar a sua função própria"(SCHUMACHER).

"Tecido é um grupo de células que apresentam a mesma função própria"(MENEGOTTO). Todos estão corretos. Os tecidos do corpo dos animais vertebrados desempenham variadas funções que por sua vez são formados por células especializadas. No corpo dos animais pluricelulares, exceto espongiários, e constituído por células agrupadas e organizadas, formando os tecidos.
Precisa-se de requisito para termos um tecido que seja composto de um grupo de células, que devera apresentar a mesma função.

Os tecidos fundamentais nos animais são estes: Epitelial, Muscular, Nervoso, Sangüíneo e Conjuntivo.

Nos invertebrados estes tipos de tecido são basicamente os mesmos, porem com organizações mais simples. A maioria dos tecidos além de serem compostos de células, apresentam entre elas substâncias intracelulares (intersticiais).

HISTOLOGIA ANIMAL

TECIDO EPITELIAL

Tecido que compõe-se quase exclusivamente de células, apresenta pouca substancia intersticial a cimentar as células (do grego, epithelein construir sobre um supor).
Do ponto de vista fisiológico, o tecido epitelial tem por função atapetar superfícies. Na função especifica, existem três tipos de tecido, mas para nós só interessa dois:

* Tecido epitelial de revestimento;
* Tecido epitelial glandular.

TECIDO EPITELIAL DE REVESTIMENTO OU EPITÉLIO DE REVESTIMENTO

A superfície externa do corpo e as cavidades corporais internas dos animais são revestidas por este tecido sendo constituídas as glândulas .Sua principais característica e ser formado por células justapostas, isto e, bem encaixado entre si de modo a não deixar espaços entre elas, a fim de evitar penetração de microrganismos, e expresso (com muitas camadas de células, e, a fim de evitar a perda excessiva de água, e impermeabilizado por queratina. Nos epitélios nunca se encontram vasos sangüíneos.

Quanto ao numero de camadas celulares os tecido epitelial de revestimento são classificados em: simples ou uniestratificados (formados por uma única camada de células. Os tecidos de revestimento externo protegem o organismo contra desidratação, atrito e invasão bacteriana já o tecido de revestimento externo, podem ser classificados: Estratificado, composto ou multiestratificada (formado por várias camadas de células ); e pseudo-estratificado (uma só camada de células com alturas diferentes).Os epitélios de revestimento podem ter diversas origens embrionárias, dependendo de sua localização, e o epitélio que reveste internamente o intestino tem origem endodérmica, e o que reveste o coração tem origem mesodérmica.O tecido epitelial de revestimento forma em primeiro lugar a pele, também forma as mucosas(membranas que foram as órgãos ocos, e sua superfície e muito úmida devida a secreção de mucinogenos, que, ao hidratar-se transforma-se em muco que produz e forma uma camada protetora, e encontrada no tubo digestivo, urinário genital, fossas nasais, boca, etc.

Os epitélios ainda podem ser classificados quanto a forma de suas células as quais variam alguns casos as células são cúbicas(epitélios cúbicos ocorrendo no ovário); outros achatados com os de um pavimento (epitélio pavimentoso, ocorre, Endotélio (revestimento dos vasos sangüíneos); Mesotélio reveste as serosas: pleura (pulmão), pericárdio (coração), peritônio (estômago), etc; outros ainda são prismáticas (epitélis prismáticos ).

TECIDO EPITELIAL GLANDULAR OU SECRETOR

É o segundo tipo de tecido, sua além de ser revestidora forma glândulas, produzem e eliminam substâncias necessárias nas superfícies do tecido. Estas glândulas podem ser exócrinas(eixos, fora), que tem origem através de um canal ou ducto e lança o produto de secreção na superfície ou seja eliminam suas secreções para fora do corpo ou para a cavidade dos órgãos, tais como: as sudoríparas, as lacrimais;

outras conduzem a secreção para um órgão oco com as salivares e o pâncreas.

No aspecto morfológico, as glândulas exócrinas podem ser tubulosas sendo as glândulas do aparelho digestivo;

As acinosas sendo as glândulas salivares, e as túbulo-acinosa sendo as glândulas parótidas; E as alveolares sendo as glândulas mamárias.

As glândulas também podem ser endócrinas(endo, dentro), não há formação de canal ou de ducto e a glândula não pode lançar produtos de secreção na superfície do epitélio de origem mas elimina a secreção diretamente nos vasos sangüíneos. Estas glândulas são geneticamente denominadas hormônios, pôr exemplo: são a tireóide , que produz e libera no sangue o hormônio tiroxina, e a hipófise, que libera, entre outros, o hormônio de crescimento (somatotrofina).No aspecto morfológico as glândulas endócrinas podem ser cordonais ou vesiculares.

As glândulas se formam ainda no estágio embrionário, a partir de superfícies epiteliais. Glândulas exócrinas e endócrinas formam-se de maneira parecida: células da superfície epitelial multiplicam-se e aprofundam-se nos tecidos mais internos, formando um cor dão celular.

Existem ainda glândulas que possuem ao mesmo tempo uma parte exócrina, tais como mistas ou mesócrinas ou anfícrinas, possuem funções exócrinas e endócrinas ao mesmo tempo , como é o caso do pâncreas. As unidades glandulares chamadas ácinos pancreáticos que liberam no intestino o suco pancreático (função exócrina), enquanto outras unidades secretoras, as ilhotas de Langerhans, secretam os hormônios insulina e glucagon na corrente sangüínea (função endócrina).

TECIDO CONJUNTIVO

Esse tecido forma o arcabouço que sustenta as partes moles do corpo, apoiando e ligando os outros tipos de tecido. Caracterizam-se pela grande quantidade de material intracelular e pelo distanciamento das suas células e fibras.

Outros tecidos de sustentação possuem a função importante na difusão e fluxo de metabolismo.

Por fim., os tecidos de sustentação participam ativamente nas funções de defesa do organismo.

Todos esses tecidos de sustentação têm a mesma origem embrionária: origem mesodérmica.

Os tecidos de sustentação dividem-se em vários grupos dentre eles os principais são: Tecido conjuntivo, adiposo, cartilaginoso e ósseo.

Têm como principal função o preenchimento de espaços e ligação de outros tecidos e órgãos. material intracelular é abundante e as células se mantêm bem afastadas umas da outras .material intracelular compreende uma matriz onde se encontram fibras colágenas, reticulares e elásticas.

A matriz é uma massa amorfa, de aspecto gelatinoso e transparente. É constituída principalmente por água e glicoproteínas. São encontradas abaixo do epitélio e tem a função de sustentar e nutrir tecidos não vascularizados. Pode ser denso ou frouxo.

As fibras colágenas são grossas, flexíveis e resistentes; são formadas por uma proteína denominada colágeno.

As fibras elásticas, são mais finas que as colágenas, têm grande elasticidade e são formadas por uma proteína denominada elastina.

As células conjuntivas são de diversos tipos. As principais são:

Fibroblastos: com função de produzir material intracelular;

Macrófagos: com função de defesa do organismo;

Plasmócitos: com função de fabricação de anticorpos;

Adipócitos: com função a reserva de gordura;

Mastócitos: com função elaborar a histamina, substância que envolve reações alérgicas, inflamatórias e a heparina.

À variedades de tecidos conjuntivos assim com o frouxo que tem seus componentes igualmente distribuídos: células, fibras e material intracelular. Ele preenche os espaços entre feixes musculares e serve de apoio aos tecidos epiteliais, encontrando-se na pele, nas mucosas e nas glândulas. É praticamente todos os órgãos do corpo, ele por exemplo forma a derme, a camada mais interna da pele, e o tecido subcutâneo, ainda mais interno que a derme.

Tecido conjuntivo denso

É rico em fibras colagens que orientadas na mesma direção fazem com que esse tecido seja pouco flexível, muito resistente ao estiramento, foram tendões e aponevroses que unem os músculos aos ossos.

Tecido conjuntivo adiposo

É constituído principalmente por células adiposas. São acúmulos de tecido adiposo localizado sob a pele ou nas membranas que revestem os órgãos internos por exemplo no tecido subcutâneo do abdome e das nádegas, ele funciona como reservatório de gordura, amortecedor de choques e contribuiu para o equilíbrio térmico dos organismos. As células (adipócitos) são encontradas no tecido conjuntivo frouxo e ao longo dos vasos.

Tecido hemapoiético ou sangüíneo

Tem este nome hemapoiético (hematos, sangue; poiese, formação), sua função é produção de células do sangue. Localizado principalmente na medula dos ossos, recebendo nome de tecido mielóide (mielos, medula). Nesse tecido encontram-se células sangüíneas sendo produzidas, em diversos estágios de maturação.

Há duas variedades desse tecido: o linfóide, encontrado no baço, timo e gânglios linfáticos, e o mielóide, que forma a medula óssea.

Tecido linfóide produz alguns tipos de leucócito e o tecido mielóide, além de vários tipos de leucócito, produz hemácias (ou glóbulos vermelhos) e plaquetas.

Sangue é um tipo especial de tecido que se movimenta por todo o corpo, servindo como meio de transporte de materiais entre as células. É formado por uma parte líquida, o plasma, e por diversos tipos de célula.

O plasma contém inúmeras substâncias dissolvidas: aproximadamente 90% de água e 10% sais (Na,Cl,Ca,etc.), glicose, aminoácidos, colesterol, uréia, hormônios, anticorpos etc.

As hemácias apresentam, dissolvido no seu citoplasma, importante para o transporte do oxigênio.
As hemácias dos mamíferos têm a forma disco bicôncavo e não apresentam núcleo nem organelas, e os demais vertebrados têm hemácias esféricas ou elipsóides, nucleadas e com organelas, e sua forma facilita a penetração e saída de oxigênio, o que é importante para a função dessas células, que é transportar oxigênio.

Os leucócitos são células incolores nucleadas e com os demais organóides celulares, tendo quase o dobro do tamanho das hemácias. Encarregados da despesa do organismo, eles produzem anticorpos e fagocitam microorganismos invasores e partículas estranhas.

Apresentam a capacidade de passar pelas paredes dos vasos sangüíneos para o tecido conjuntivo, sem rompê-los, fenômeno este denominado diapedese. Distribuem-se em dois grupos: granulócitos e agranulócitos, conforme tenham ou não, granulações específicas no citoplasma.

Os leucócitos granulócitos são

*Neutrófilos: coram-se por corantes neutros. O núcleo é polimórfico e apresentam-se dividido em segmentos unidos entre si por delicados filamentos. São os leucócitos mais abundantes do sangue circulante (65%); realizam diapedese, indo fazer a defesa através da fagocitose.

*Eosinófilos: apresentam geralmente dois segmentos ligados ou não por um filamento delicado e material nuclear. Também realizam diapedese e fagocitose.

*Basófilos: apresentam núcleos parcialmente dividido em dois segmentos; encerram metade da histamia existe no sangue circulante e possuem também heparina. Estão relacionados com reações alérgicas.

Os leucócitos agranulados são:

# Linfócitos: apresentam núcleo arredondado e citoplasma escasso. Os linfócitos B passam para o Tecido conjuntivo e se transformam em plasmócitos que produzem anticorpos. Os linfócitos T produzidos no timo, também estão relacionados com a defesa imunitário.

# Monócitos: são as maiores células do sangue circulante normal; o citoplasma é abundante, o núcleo é arredondado, oval ou uniforme. Em células mais velhas o núcleo pode apresentar a forma de ferradura. Os monócitos têm capacidade de emitir e retrair pseudópodos; são portanto, móveis e tendem a abandonar a corrente sangüínea e ingressar nos tecidos onde fagocitam e são denominados macrófagos. Representam 6% dos leucócitos.

As plaquetas (ou trombócitos), são pequenos corpúsculos que resultam da fragmentação de células especiais produzidas pela medula óssea. Elas detêm as hemorragias, pois desencadeiam o processo de coagulação do sangue que é o fenômeno da maior importância para os animais vertebrado: quando há um ferimento, externo ou interno, forma-se um coágulo, que age como um tampão para deter a hemorragia.

Apesar de aparentemente simples, sabe-se atualmente que a coagulação é controlada por inúmeros fatores, incluindo-se aí fatores genéticos.

Tecido cartilaginoso

O tecido cartilaginoso tem consistência bem mais rígida que os tecidos conjuntivos. Ele forma as cartilagens dos esqueléticos dos vertebrados, como, por exemplo, as orelhas a extremidade do nariz, a laringe, a traquéia, os brônquios e as extremidades ósseas.

As células são os condrócitos, que ficam mergulhados numa matriz densa e não se comunicam. A matriz pode apresentar fibras colágenas e elásticas, em diferentes proporções, que lhe conferem maior rigidez ou maior elasticidade.

A cartilagem pode ser hialina quando tem somente fibras colágenas; elásticas, quando também fibras elásticas; fibrosa, quando tem ambos os tipos de fibra, com predomínio das colágenas.

Tecido ósseo

O tecido é o tecido se sustentação que apresenta maior rigidez forma os ossos dos esqueletos dos vertebrados. É constituído pelas células ósseas, os osteócitos e por uma matriz compacta e resistente.

Os osteócitos são dispostos ao redor de canais formam os sistemas de Havers, dispõe-se em círculos concêntricos ao redor de um canal, por onde passam vasos sangüíneos e nervos. As células se acham alojados em cavidades na matriz e se comunicam umas com as outras por meio de prolongamentos finos.

A matriz é constituída por grande quantidade de fibras colágenas, dispostas em feixes, entre os quais se depositam cristais, principalmente de fosfato de cálcio. A grande resistência do tecido ósseo resulta dessa associação de fibras colágenas com o fosfato de cálcio.

TECIDO MUSCULAR

O tecido muscular é constituído por células alongadas, em forma de fibras, que se dispõe agrupadas, em forma de fibras, que se dispõe agrupadas em feixes. Essas células são capazes de se contrair e conferem ao tecido muscular a capacidade de movimentar o corpo.

Há três variedades de tecido muscular: liso, estriado e cardíaco.

O tecido muscular liso tem células mononucleadas, alongadas, de extremidades afiladas. O citoplasma apresenta miofibrilas (Miofibrila:mio, músculo, fibrila, pequena fibra),dispostas longitudinalmente, formadas por proteínas contráteis. É o tecido que forma as paredes de vários órgãos, com intestino, vasos sangüíneos, bexiga etc.

O tecido muscular estriado é capaz de contrações rápidas, sob o controle da vontade, denominado esquelético, por se prender aos ossos. Suas células são alongadas cilíndricas e multinucleadas. Apresentam estrias transversais típicas, formadas pela disposição paralela e regular das miofibrilas no citoplasma. Essas miofibrilas são constituídas por duas proteínas contráteis: a actina forma filamentos finos e a miosina filamentos mais grossos.


O tecido muscular cardíaco é um tecido estriado especial, cujas células apresentam estrias como as do tecido esquelético, mas têm apenas um ou dois núcleos e são mais curtas.
Além disso, as fibras se fundem umas com as outras pelas extremidades.

TECIDO NERVOSO

O tecido nervoso forma os órgãos dos sistemas nervosos central, periférico e autônomo. Ele tem por função coordenar as atividades de diversos órgãos, receber informações do meio externo e responder aos estímulos recebidos. É constituído por células nervosas ou neurônios e células de apoio ou células da glia.

As células nervosas ou neurônios que é uma célula altamente diferenciada, de ciclo vital longo, sem capacidade de divisão e de regeneração, têm prolongamentos ramificados, os dendritos, e um cilindro-eixo, o axônio, geralmente mais longos que os dendritos. Muitas vezes o axônio é protegido por um envoltório denominado bainha de mielina.

Os neurônios tem uma forma especial de reação, que consiste no impulso nervoso, produzido sempre na mesma direção: dos dentritos são prolongados e partem do corpo celular, recolhem impulsos nervosos e deste para o axônio.

Os neurônios relacionam-se uns com os outros pelas extremidades de suas ramificações, que não se tocam mas ficam bem próximas. Essas áreas de conexão são denominadas sinapses. É através das sinapses que o impulso passa do axônio de uma célula para os dentritos de outra.

Feixes de axônios revestidos por tecido conjuntivo formam os nervos. Conforme os axônios apresentam ou não a bainha de mielina, os nervos são classificados em mielínicos ( nervos brancos) e a amielínicos (nervos cinzentos).

ORGANIZAÇÃO HISTOLÓGICA

Nas raízes e caules altamente organizados, cada célula passa por uma série ordenada de fases de crescimento. A célula cúbica produzida na região meristemática ou meristema de uma planta em desenvolvimento tem muitos vacúolos. A medida dos vacúolos aumenta e estas finalmente se fundem num só vacúolo central grande. O resto da célula acompanha o aumento de tamanho pela produção de mais material da parede celular, do citoplasma e dos vários tipos de organelas celulares.

A diferenciação ocorre, geralmente, junto com o alongamento, mas algumas vezes segue-se a este. As células externas da raiz, por exemplo, adotam uma de duas formas finais: ou se achatam e funcionam como células epidérmica com uma extensão bastante longa que absorve prontamente água e sais minerais. Durante a rápida fase de crescimento dessas células, o núcleo quase sempre se situa na extremidade do pêlo e parece ser o centro de grande atividade metabólica. Os pêlos absorventes têm vida curta, mas são produzidos em grande quantidade á medida que a ponta da raiz se aprofunda no solo. Os pêlos absorventes aumentam bastante a área da raiz em contacto com o solo.

Os tecidos centrais da raiz diferenciam-se nos elementos vasculares, uma vez que este órgão, caracteristicamente, não possui medula. Isso também ocorre nos tecidos em cultura. Bem no interior das massas de crescimento rápido de uma cultura de tecido não-diferenciada, encontramos pequenos grupos de traquéides. Por isso supomos que há alguma coisa no interior da massa de células ou falta de contacto com o solo ou outro meio externo.

DIGESTÃO

*      Nos seres unicelulares, todos os problemas de sobrevivência são resolvidos pela única célula. Nos pluricelulares, a execução de todas as tarefas relacionadas à sobrevivência é dificultada pelo grande  número de células.

*      A adaptação à vida pluricelular envolveu, então, a organização de diferentes sistemas, cada qual destinado a determinada tarefa, mas todos mantendo relações de interdependência a fim de exercerem eficazmente suas funções.

*      Digestão: é o processo de transformação de moléculas de grande tamanho, por hidrólise enzimática, liberando unidades menores que possam ser absorvidas e utilizadas pelas células.

ð     Dois tipos de digestão:

     Extra

     Nos protozoários, a digestão do alimento deve ser efetuada no interior da célula, caracterizando o processo de digestão intracelular. De modo geral, são formados vacúolos digestivos no interior dos quais a digestão é processada.

    

Digestão: Quebra de Alimentos

Intracelular

    

     Nos animais pluricelulares mais simples, como as esponjas, a digestão é exclusivamente intracelular e ocorre no interior de células especiais conhecidas como coanócitos e amebócitos. Nos celenterados e platelmintos, já existe uma cavidade digestiva incompleta, isto é, como uma única abertura - a boca. Nesses animais, mas o término ainda é intracelular.

Digestão: Quebra de Alimentos

*      A medida que os grupos de animais ficam mais complexos, a digestão ocorre exclusivamente na cavidade digestiva, ou seja, é totalmente extracelular.

*      É o que acontece a partir dos nematelmintos, nos quais a eficiência do processo digestivo garante a fragmentação total do alimento na cavidade digestiva.

*      Os resíduos alimentares não digeridos são eliminados pelos ânus.

*      Os primeiros animais com cavidade digestiva completa (boca e ânus) pertencem ao grupo dos nematelmintos.

*      No homem e em todos os vertebrados, a digestão é extracelular e ocorre inteiramente na cavidade do tubo digestório.

Características do Sistema Digestório:

          tubo digestivo humano apresenta as seguintes regiões; boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso e ânus.

          A parede do tubo digestivo tem a mesma estrutura da boca ao ânus, sendo formada por quatro camadas: mucosa, submucosa, muscular e adventícia.

Características do Sistema Digestório:

*      Os dentes e a língua preparam o alimento para a digestão, por meio da mastigação, os dentes reduzem os alimentos em pequenos pedaços, misturando-os à saliva, o que irá facilitar a futura ação das enzimas.

*      A língua movimenta o alimento empurrando-o em direção a garganta, para que seja engolido.

Na superfície da língua existem dezenas de papilas gustativas, cujas células sensoriais percebem os quatro sabores primários: doce, azedo, salgado e amarg

Bem Vindo. O Mundo é Seu.


 

Anatomia e Fisiologia Humana


Funções Vitais

- Nutrição e Digestão
- Respiração
- Excreção
- Circulação

1. Nutrição e Digestão

A nutrição é o meio pelo qual os sistemas vivos podem continuamente se reabastecer dos seus combustíveis (alimentos). Os alimentos proporcionam ao organismo a energia necessária para a execução de suas atividades.

Etapas da nutrição


Alimentação, digestão, desassimilação, dejeção ou defecação.
A alimentação se define como ato de receber no interior do organismo o alimento proveniente do meio externo.
A digestão é todo um processo físico (mecânico) e químico, destinados a fragmentar as partículas alimentares a fim de serem assimiladas e utilizadas pelas células.

Processos Físicos
Mastigação, deglutição e peristaltismo

Processos Químicos
Insalivação, quimificação e quilificação

O sistema digestivo humano tem como finalidade capturar, transportar e digerir os alimentos, para depois absorver os nutrientes necessários.

O sistema digestivo compreende duas partes:
Tubo digestivo ---> boca, faringe, esôfago, estômago e intestinos (delgado e grosso)
Glândulas Anexas ----> Glândulas salivares, fígado e pâncreas

O sistema digestório (digestivo)

 


Nota. 1.boca; 2. faringe; 3. esôfago; 4. estômago; 5. intestino delgado; 6. intestino grosso; 7. fígado; 8. pâncreas


Boca


É uma cavidade natural, forrada por uma mucosa. No interior da boca ocorre a mastigação e a insalivação, constituindo o bolo alimentar.

Faringe

É um canal músculo membranoso que se comunica por uma extremidade com a boca, através do istmo da garganta (orofaringe), e por outra, com o esôfago. A faringe, também se comunica com as fossas nasais, por meio de orifícios chamados coanas (nasofaringe).
A faringe é considerada um órgão duplo, pois dá passagem tanto para o sistema digestivo como para o respiratório.

Esôfago

É um conduto musculoso com aproximadamente 25 centímetros de comprimento, que une a faringe ao estômago. Este conduto, realiza contrações involuntárias que conduzem o alimento para o estômago. Essas contrações constituem o chamado peristaltismo.
A parte inferior do estômago se comunica ao estômago através da válvula cárdia.

Estômago

É uma dilatação do tubo digestivo, cuja finalidade é de armazenar alimentos e realizar a digestão.
O estômago está localizado no abdome, logo abaixo do músculo diafragma e encaixando-se a esquerda do fígado. Apresenta uma pequena curvatura superior (côncava) e uma grande curvatura inferior (convexa). O estômago vazio mede de 15 - 20 centímetros de comprimento por 12 - 15 centímetro de largura. Internamente, é revestido pela mucosa gástrica, que possui glândulas que produzem o suco gástrico.
O estômago se comunica inferiormente com o intestino delgado (duodeno), através de um músculo em forma de anel, denominado válvula piloro, que impede a passagem prematura do alimento para o intestino.
Como órgão de absorção, o estômago transfere para o sangue apenas uma quantidade de água, sais, açúcares álcool e algumas drogas.

Intestino delgado

É provavelmente o órgão mais importante da digestão. Nele se processa as principais atividades de absorção das substâncias ingeridas com os alimentos.
Anatomicamente, o intestino delgado é um tubo com aproximadamente 6,5 metros de comprimento e 3 - 5 centímetros de diâmetro, estando dividido em 2 partes: duodeno e jejuno - íleo.
O duodeno compreende a primeira porção do intestino delgado, com o tamanho aproximado de 12 centímetros de comprimento.

No duodeno desembocam dois canais:
- o do pâncreas, chamado de canal de Wirsung, que conduz o suco pancreático.
- O canal colédoco, que é uma união do canal hepático (fígado) com o cístico (vesícula biliar).

No jejuno - íleo ocorre a absorção do alimento através da mucosa entérica. Esta mucosa possui projeções digitiformes, chamadas vilosidades intestinais.
O intestino delgado se comunica através da válvula íleo-cecal com o intestino grosso.

Intestino grosso

É um tubo que mede aproximadamente 1,70 metro de comprimento e 7 centímetros de diâmetro, que começa na parte inferior direita do abdome. Este tubo está dividido em três partes: ceco, colo e reto.
O ceco compreende a primeira porção do intestino grosso, onde encontramos uma projeção com aproximadamente 5 centímetros de comprimento, o apêndice vermifirme.
O colo corresponde a parte maior do intestino grosso, onde ocorre a absorção de água e sais minerais que não foram absorvidos no intestino delgado.
O reto é um anel cilíndrico com cerca de 15 centímetros de comprimento, cuja abertura denomina-se ânus. Na parte terminal do reto (ânus) localiza-se um anel musculoso denominado esfíncter anal, cujo relaxamento voluntário elimina as fezes.


As Glândulas Anexa

Glândulas salivares

São três pares de glândulas localizadas na região da boca, que produzem a saliva, que é importante da digestão, alem de umedecer os alimentos, auxiliando a mastigação.

-parótidas, situadas ao lado dos ouvidos (produz 25% da saliva)
-sublinguais, situadas debaixo da língua (produz 5% da saliva)
-submaxilares, situadas abaixo da mandíbula (produz 70% da saliva)

Pâncreas

Tem o formato de uma espiga de milho, disposto horizontalmente por trás do estômago. Mede de 10 - 15 centímetros de comprimento e peso médio de 60 gramas, se estende do duodeno ao baço.
No pâncreas encontramos conjunto de células que constituem as Ilhotas de Langerhans. Essas células são chamadas de alfas (produzem o glucagon) e betas (produzem a insulina).
O glucagon promove no fígado a glicogenólise hepática, isto é, o desdobramento do glicogênio em glicose. É um hormônio hiperglicemiante.
A insulina estimula a queima de glicose, controlando sua taxa no sangue. É um hormônio hipoglicemiante.
O pâncreas produz ainda o suco pancreático, importante na digestão.

O pãncreas

 

Fígado

É a maior glândula do corpo humano, tendo no homem cerca de 1500 gramas, e está dividido em dois lobos: direito (maior) e esquerdo (menor).
É considerado como o órgão que mais funções realiza no organismo, como:
-produção da bile (líquido amargo que contém bilirrubina)
-formação do glicogênio
-produção de células sangüíneas
-desintoxicante

Na parte inferior do fígado encontra-se a vesícula biliar, bolsa que serve para armazenar a bile.

A Fisiologia da Digestão


Os alimentos são substâncias que ingerimos periodicamente, necessários a nossa sobrevivência. Eles fornecem o material para o crescimento e a recuperação do organismo, bem como energia para a execução das várias funções biológicas. Para serem aproveitados, os alimentos necessitam de uma série de transformações, que denominamos digestão. Essas transformações são ocasionadas pela ação dos sucos digestivos e suas enzimas.

Na saliva é encontrado o tiocianato de potássio, que tem ação bactericida. O ácido clorídrico do suco gástrico abaixa o pH no estômago para 2,0, favorecendo a ação da pepsina.
O fígado produz um fermento chamado bile, que atua sobre o quimo, como uma espécie de detergente, emulsificando a gordura, transformando-a em finíssimas gotículas, facilitando a ação das lipáses. A bile não tem enzima e sim sais biliares (tauracolato e glicolato de sódio) e bilerrubina.


SALIVA + ALIMENTO = BOLO ALIMENTAR

 

BOLO ALIMENTAR + SUCO GÁSTRICO = QUIMO (quimificação)

QUIMO + SUCO PANCREÁTICO + SUCO ENTÉRICO + BILE = QUILO (quilificação)

O quilo é o produto final da digestão, contendo substâncias capazes de serem absorvidas pelo intestino delgado e passar à corrente sangüínea.

Monossacarídeos e aminoácidos são absorvidos pela parede intestinal e transportados pela corrente sangüínea aos tecidos. A gordura é absorvida pelas paredes do intestino, indo para os vasos linfáticos, encarregados de transportá-las à corrente sangüínea.

A química da digestão

 

 

Sucos digestivos

Enzimas e outros produtos

Alimentos que sofrem ação

Saliva

Amilase salivar

amido

Suco gástrico

HCl. pepsina e renina

proteínas

Suco pancreático

Amilase, Tripsina e Lipase

Amido, lipídios e dproteínas

Suco entérico

Erepsina. lipase, maltase, sacarase e lactase

amido, lipídio, proteína, maltose e sacarose

Bile

Bilirrubina e sais biliares

Lipídios


Produto Final da Digestão

Proteínas = (estômago e duodeno) aminoácidos
Lipídios = (duodeno)glicerol e ácido graxos
Carboidratos = (boca e duodeno) Glicose, frutose e galactose

2. Respiração

A respiração é um complexo processo bioquímico, pelo qual os seres vivos podem obter energia desdobrando substâncias orgânicas ao nível celular. Além do nível celular, a respiração ocorre ao nível de organismo.
A respiração ao nível celular, transcorre em parte no citoplasma celular (hialoplasma) e, em outra parte, no interior das mitocôndrias. Através das reações de oxidação do metabolismo celular, as moléculas de glicose e outros catabólitos são dissimilados e, com as quebras das ligações das suas cadeias de carbono, elas liberam considerável quantidade de energia, que é acumulada em moléculas de ATP (trifosfato de adenosina).
A obtenção de oxigênio pelo organismo a fim de atender às necessidades íntimas celulares já é o que chamamos de respiração a nível de organismo.

O Sistema Respiratório Humano

- As vias respiratórias ----> Fossas nasais, faringe, laringe, traquéia e brônquiosd
- Pulmôes ----> bronquíolos e alvéolos pulmonares

O sistema respiratório

 

Fossa nasais

São dois condutos localizados na parte média da face, acima da cavidade bucal, separados por um sépto cartilaginoso. As fossas nasais desembocam na faringe em uma região chamada nasofaringe.
Internamente, as fossas nasais são revestidas por duas mucosas: a mucosa pituitária respiratória (ricamente vascularizada) e a pituitária olfativa (rica em terminações nervosas), responsáveis pela percepção do olfato.

As fossas nasais desempenham as seguintes funções:
- filtração do ar
- umedecer o ar
- aquecer o ar
- identificar os odores

Faringe (estudada no sistema digestivo)

Laringe

É um conduto situado na parte mediana do pescoço, que se comunica na parte superior com a faringe através de um orifício chamado glote, orifício de passagem do ar durante a inspiração e a expiração, a qual se fecha durante a deglutição por meio de uma lâmina cartilaginosa chamada epiglote.
É na laringe que estão situadas as cordas vocais.

Traquéia

É um conduto musculoso com aproximadamente 12 centímetros de comprimento, reforçado com anéis cartilaginosos. Superiormente, se comunica com a laringe e inferiormente se bifurca, originando os brônquios.

Brônquios e bronquíolos

Os brônquios são dois tubos músculos cartilaginosos que penetram nos pulmões em uma região chamada hilo- pulmonar. O brônquio direito é mais curto e se divide em três ramos, que são os bronquíolos (lobar superior, lobar médio e lobar inferior); o brônquio esquerdo é mais longo e se divide em dois ramos, também originando os broquíolos (lobar superior e lobar inferior).
Os brônquiolos se dividem várias vezes constituído a árvore brônquica, terminando em microscópicas cavidades em forma de sacos, que são os alvéolos pulmonares.

Os alvéolos pulmonares realizam a hematose, ou seja, a troca gasosa entre os pulmões e os vasos sangüíneos. Cada pulmão tem em média 750 milhões de alvéolos pulmonares.

Os alvéolos pulmonares

 

Pulmões

São dois órgãos esponjosos, localizados na caixa torácica, acima do músculo diafragma. Cada pulmão mede aproximadamente 25 centímetros de comprimento (altura), com uma massa de 700 gramas.
O espaço entre os dois pulmões é chamado de mediastino, onde encontramos o coração, traquéia, esôfago e timo.
Externamente, os pulmões são revestidos por uma membrana serosa chamada de pleura.

A Fisiologia da Respiração

O processo respiratório pode ser dividido em quatro etapas:

a) Ventilação pulmonar

Consiste na entrada e saída do ar dos pulmões. Se realiza através de dois processos: a inspiração e a expiração.
A inspiração se faz por contrações dos músculos intercostais e diafragma, aumentando o volume da caixa torácica. A expiração se faz pelo relaxamento dos músculos respiratórios.

b) As trocas gasosas

O ar que entra nos pulmões apresenta alta concentração de oxigênio (21%) e baixa concentração de gás carbônico (0,03%). O ar que sais pela expiração apresenta menor concentração de oxigênio (14%) e alta de gás carbônico (5%).
A troca gasosa a nível dos alvéolos pulmonares ocorre por difusão, que se dá através de duas camadas celulares que separam os alvéolos do plasma, o epitélio pavimentoso dos alvéolos e o endotélio que envolve os capilares que envolve o próprio alvéolo.

c) O transporte de gases

Após a difusão, o oxigênio é transportado pelo sangue aos tecidos. Cerca de 97% desse oxigênio combina-se quimicamente com a hemoglobina (oxiemoglobina) e o 3% restante são dissolvidos no plasma.

Hb + 4O2 -----> Hb(O2)4

Quanto ao gás carbônico, ele é muito mais solúvel em água do que o oxigênio. Mesmo assim, o sangue não teria condições de eliminar grandes concentrações de gás carbônico, nos pulmões, transportando-o apenas sob a forma dissolvida no plasma.

O gás carbônico é transportado das seguintes maneiras:
- 64% sob a forma de íons HCO3 (bicarbonato) no plasma
- 27% combinado à hemoglobina
- 9% dissolvido no plasma

O transporte sob a forma de íons HCO-3

CO2 + H+O ----> H2CO3 ----> H+ e HCO-3(bicarbonato)

H+ + Hbo2 = HHbo2 ( em seguida libera o O2 para os tecidos, ficando livre e se associando ao bicarbonato, nos pulmões)

HCO-3 quando chegar aos pulmões se combina com o H+ originando o H2CO3

O gás carbônico liberado pelas células entra nos glóbulos vermelhos, onde pela ação da enzima anidrase, reage com a água formando o ácido carbônico.
O ácido carbônico, dissocia-se em íons hidrogênio e íons bicarbonato, que são liberados no sangue. O hidrogênio é captado pela oxiemoglobina e libera oxigênio para os tecidos. Quando o sangue chega aos pulmões possui a hemoglobina reduzida e bicarbonato.
Nos alvéolos o hidrog6enio da hemoglobina reduzida é deslocado pelo oxigênio. Este hidrogênio reage com o bicarbonato, formando o gás carbônico e a água.

d)Regulação do ritmo respiratório

Nas artérias carótidas e na aorta há regiões com quimiorrecptadores sensíveis a variação química que ocorre no sangue. Se houver uma grande queda de tensão de oxigênio no sangue, esses receptadores mandam um impulso ao centro respiratório no bulbo. Através de nervos motores, são enviado

Fisiologia Humana

excreção

A composição relativamente estável dos fluidos orgânicos é em grande parte garantida pela excreção, que permite a remoção das substancias em excesso, ou sua economia, se estiver faltando. Essa regulação contínua corresponde a um equilíbrio dinâmico, fator que leva a homeostase.
A excreção tem dois papéis básicos:
· Eliminação de substancias tóxicas de origem celular. Amônia, uréia e ácido úrico são substancias tóxicas nitrogenadas, originadas do metabolismo das proteínas. Acima de certa concentração nos líquidos biológicos, causam intoxicação das células e ate a morte.
· Regulação do equilíbrio hidrossalino (osmorregulaçao). Todas as células do organismo estão mergulhadas no sangue e em outros fluidos, com os quais se mantêm em equilíbrio osmótico. Qualquer modificação na concentração desses fluidos afeta diretamente as células, acarretando a entrada ou perda excessiva de água, no ultimo caso a chamada desidratação.


O sistema urinário
Os rins são órgãos pares, localizados na região dorsal, na linha da cintura, um de cada lado da coluna vertebral. Têm o aspecto de um grão de feijão e medem cerca de 10 por 5 cm. Externamente são protegidos por uma resistente cápsula de tecido conjuntivo fibroso.
Suas unidades excretoras, na realidade microfiltros, são os néfrons. Há cerca de 1 milhão de néfrons em cada rim.
A região central do rim que recolhe toda a urina é a pelve renal. Ela se estreita na saída do rim e passa a chamar-se ureter, um longo e fino canal que leva a urina á bexiga. Da região inferior da bexiga sai a uretra, um canal de expulsão de urina. Junto á saída do ureter, entra no rim uma grossa artéria renal e sai uma veia renal.
 

A formação da urina



A formação da urina é fundamentalmente um processo de filtração-reabsorção seletiva, integrado com mecanismos reguladores neurormonais.
O capilar de entrado do glomérulo apresenta alta pressão arterial, indispensável á eficiente filtragem do plasma. O liquido filtrado coletado pela cápsula é praticamente o plasma sangüíneo, sem proteínas. Esse liquido é chamado filtrado glomerular e contem água, sais, glicose, aminoácidos, vitaminas, uréia, etc.
Ao longo dos túbulos do néfron ocorre a reabsorção das substancias que saem do capilar glomerular. Algumas delas são reabsorvidas por transporte ativo, com gastos energéticos; outras, como a água, são arrastadas passivamente por osmose.
A formação da urina é um processo de filtração, seguido de uma reabsorção ativa, pois nem todas as substancias filtradas são obrigatoriamente reabsorvidas, tudo que ainda é útiu é reabsorvido.

O volume da urina

Na arteríola aferente que forma o glomérulo, a pressão é de 70 a 80 mmHg. A cada minuto é produzido um volume de 120 a 130 mL de filtrado aglomerular, que resulta em apenas 1 mL de urina, significa que 99% da água do filtrado é reabsorvida, voltando para o plasma sanquineo.
Se a pressão arterial na arteríola aferente cai para 50 mmHg, ou menos, cessa a produção de urina por impossibilidade de filtração do plasma nos glomérulos.

A composição da urina

A urina apresenta 95% de água e 5% de substancias orgânicas e inorgânicas dissolvidas. Em 1 litro de urina, cerca de 25 g são de uréia, o restante são basicamente de sais (9 g de NaCI), creatinina, ácido úrico e amônia.

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